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Marcos Avelino Martins

O Amor Que Se Foi E NÃo Voltou

35º livro do autor de: 1. OS OCEANOS ENTRE NÓS 2. PÁSSARO APEDREJADO 3. CABRÁLIA 4. NUNCA TE VI, MAS NUNCA TE ESQUECI 5. SOB O OLHAR DE NETUNO 6. O TEMPO QUE SE FOI DE REPENTE 7. MEMÓRIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO 8. ATÉ A ÚLTIMA GOTA DE SANGUE 9. EROTIQUE 10. NÃO ME LEMBREI DE ESQUECER DE VOCÊ 11. ATÉ QUE A ÚLTIMA ESTRELA SE APAGUE 12. EROTIQUE 2 13. A CHUVA QUE A NOITE NÃO VIU 14. A IMENSIDÃO DE SUA AUSÊNCIA 15. SIMÉTRICAS — 200 SONETOS (OU COISA PARECIDA) DE AMOR (OU COISA PARECIDA”) 16. AS VEREDAS ONDE O MEU OLHAR SE PERDEU 17. A MAGIA QUE SE DESFEZ NA NOITE 18. QUAL É O SEGREDO PARA VIVER SEM VOCÊ? 19. OS TRAÇOS DE VOCÊ 20. STRADIVARIUS 21. OS SEGREDOS QUE ESCONDES NO OLHAR 22. ATÉ SECAREM AS ÚLTIMAS LÁGRIMAS 23. EROTIQUE 3 24. OS POEMAS QUE JAMAIS ESCREVI 25. TUA AUSÊNCIA, QUE ME DÓI TANTO 26. OS DRAGÕES QUE NOS SEPARAM 27. O VENTO QUE NA JANELA SOPRAVA 28. EROTIQUE 4 29. A NOITE QUE NUNCA MAIS TERMINOU 30. AS HORAS QUE FALTAM PARA TE VER 31. OLYMPUS: LIVRO 1 — EROS (1ª PARTE) 32. OLYMPUS: LIVRO 1 — EROS (2ª PARTE) 33. NO AR RAREFEITO DAS MONTANHAS 34. VOCÊ SE FOI, MAS ESTÁ AQUI Algumas amostras: “Meus silêncios são rebeldes: / Sempre que tento falar com eles, / Transformam-se em Poesia…” “Não há alegria, nesse lugar horrível, / Árvores e flores todas secaram, / As pessoas sofrem de algum mal terrível, / E depressões que nunca curaram… / O desespero reina em todos os lares, / A esperança há muito se perdeu, / A tristeza mora em todos os olhares, / Pois Cupido, o deus-menino, morreu…” “Extraordinário é quando, saciada, / Depois de soltares teu último grito, / Vejo em teu olhar uma lua prateada, / A me banhar com teu amor infinito…” “E eu lhe conto, em confidência, / Quantas vezes em ti pensei… / Virou minha amiga, a tua ausência, / A tal ponto que nem mesmo sei / Se conseguiria substituí-la / Pela presença de outro alguém, / Cujo olhar como o teu cintila, / E cujo sorriso brilha também…” “Não acreditei, quando você me disse adeus, / Fiquei ali parado, olhando nos olhos teus, / Naqueles momentos em que o olhar se ausenta, / E a escuridão desce, numa tarde cinzenta…” “Toda vez que te vejo passar, / Fico com duas mãos esquerdas / (E olha que sou destro!), / Minha língua fica enrolada, / E esqueço-me dos versos / Que decorei para te revelar, / Olhos cravados nos olhos, / Tudo que por ti eu sinto!” “A noite se foi, sorrateira, / E só nos deixou a saudade, / Depois ficou pela manhã inteira, / Um rastro tênue de felicidade, / Daquele nosso amor impossível, / Que viveu só por um instante, / Por uma única noite inesquecível, / Que marcou nossa aventura errante…” “Quando será que finalmente acordarei / Desse sonho no qual você foi embora?” “Será hoje que tirarei a timidez de campo, / Essa maldita timidez que no rosto estampo, / E criarei coragem para lhe perguntar afinal: / ‘Será que seu beijo sobe minha pressão arterial?’.” “Mas daquele dia nos lembramos, / Em cada lágrima por nós vertida, / Por quem depois nos apaixonamos, / Mas nunca mais nos ligamos, / Nunca tivemos nenhuma recaída, / Nunca mais nos desejamos!” “Por isto, suavemente eu te deixo, / Sem choros nem despedidas, / Para meu mundo voltar ao seu eixo, / Rumo a paragens desconhecidas.“ “Quando eu voltar das estrelas, / Tudo que um dia amei estará morto, / Após hibernar por décadas em criogenia, / E nem sei se ainda haverá uma Terra!” “E então libertamos nossos desejos reprimidos, / Enquanto a noite se esvai lentamente, / E sua taça de champagne aguarda silente / Até que um grito seu se liberta, / Em uma selvageria recém-descoberta, / E pelo resto da noite nos emaranhamos, / Nessa linda primeira vez em que nos amamos…” “Não moverei planetas à sua procura, / Não me afogarei numa garrafa de gim, / Nem me exilarei numa torre de marfim, / Nem num hospício, num acesso de loucura!” “Nós dois moramos tão perto, / E, no entanto, anos-luz distantes, / Reinas nesse meu mundo deserto, / Povoado pelo sonho de sermos amantes…” “Depois fechei numa mala / Tudo o que tinha direito / E lhe entreguei minha última bala / Antes de pular do parapeito” “Fui parar num hospital, / Para tentar encontrar um sinal / De nosso último carinho, / Naquela ausência de abraços, / E tentar remendar os meus pedaços / Que ficaram pelo caminho…” “Sempre que passo por você eu sinto / Aquele mesmo gosto estranho na garganta, / Uma mistura de Campari com absinto, / Um amargor que em mim se agiganta!” “Bicamos juntos uma vez apenas, / Que depois adunca mais se repetiu, / Mas durante mortadela única vez, / Tivemos findas e eróticas cenas, / Como espelunca mais se viu, / Mas não me esqueci da lua nudez!” “Qual formato os teus sonhos possuem, / Em qual dobra do tempo se escondem / As paixões que por tuas veias fluem, / A quais estímulos teus sentidos respondem?” “Que sombra sinistra terá sido esta, / Terá sido um fantasma que me visita, / Ou um monstro que espreita por uma fresta, / Buscando arrebatar minha alma infinita?” “Mas não vá me visitar no cemitério, / Lá, apenas meus restos mortais estarão, / Mas não é mais lá que estarei na verdade, / Mas não posso lhe revelar ainda este mistério, / Mas será sempre seu o meu imortal coração, / E velarei por você até nos encontrarmos na eternidade…” “Pois estás em meu sangue impressa, / Em qualquer realidade que escolhas, / Vives no ar que respiro, / E nas noites mal dormidas… / E a simples verdade é essa: / Sou a árvore, tu as folhas, / És a donzela, eu o vampiro, / Conectados, até o fim de nossas vidas…” “Que sonho mais louco que tive! / Peguei um foguete e fui para Mongo, / Resgatar Flash Gordon das garras de Ming, / E, como em sonhos sou um bom detetive, / Descobri-o ao final de um dia longo, / Jogado entre três monstros num ringue!” “Pois enquanto as nuvens ocultam a lua / Outra chuva branda em forma de pranto / Escorre pela minha face que acentua / A saudade tua que me dói tanto” “Seguirei sendo uma sombra de mim mesmo, / Acompanhando tuas notícias pelo jornal, / Tomando cerveja e comendo torresmo, / Porque a tristeza faz muito mais mal.” “Paixões se instalam a toda hora, / Sentam praça em corações faceiros, / E quando menos se espera vão embora, / Deixando de herança extintos braseiros…” “Essa sua frigidez me assusta, / E a todos os homens afugenta, / A sua atitude contra mim não é nada justa, / Há um iceberg em sua massa cinzenta!” “Essa tristeza que me acompanha / É uma carga tremenda que carrego, / Um gosto amargo em minha champanha, / O martelo que em meu peito crava um prego!” “Nessas trilhas por onde andas, / Se olhares em volta perceberás / Que meus rastros te perseguem, / Noite e dia, por onde for,“ “Vê se me liga / Sempre que você me quiser / E irei correndo e fazendo figa / Até onde você estiver” “Sinais de paixão são volúveis, / E de tanto serem ignorados, / Causam uma explosão, / Gerando mágoas insolúveis, / E na mente ficam marcados / Os sinais que deram fim a uma paixão…” “Há coisas que é melhor deixar de lado, / Você é da primavera, eu do inverno, / Você ilumina qualquer porão assombrado, / E eu, gasto em um dia o que seria eterno!” “Nós dois passamos, mas nossos sonhos não! / Continuam por aqui, a me assombrarem, / Rastros daquela nossa inesquecível paixão, / Que insistem, para sempre, em me abraçarem!” “Deixe-me agora ler a sua primeira questão! / Como assim? Parece-me que você perdeu o juízo, / Pois desta sua primeira pergunta, até Deus duvida! / Como é que você quer que a minha imaginação / Consiga conceber, mesmo que de modo impreciso, / A maior de todas as respostas: qual é o segredo da Vida?” “Mas no fim era tudo uma farsa, / Uma linha que em seu vestido se esgarça, / E depois é cortada e jogada fora, / Como uma roupa que o tempo descora…” “Celebremos esta nossa primeira vez, / Beijando-nos com ardor pela noite inteira, / Embriagando-nos com esse vinho francês, / Nessa paixão que entre nós se esgueira!” “Sinto tanto frio / Desde que você foi embora, / E neste mundo vazio, / Chove em mim toda hora!” “O cientista analisa, / Com sua mente precisa, / Os mistérios da Ciência, / Com enorme paciência, / Em seu microscópio / Ou em seu telescópio, / Vê células quase invisíveis / Ou pesquisa galáxias inatingíveis,” “Não pensei que fosse possível / Um sonho se converter em realidade! / Julgava ser só um amor impossível, / Mas tu és mesmo de verdade! Siga-me sempre de perto, / Mas sem que eu a veja, / E faça com que esteja certo / Da fúria com que me deseja…” Não importa como nos encontrarmos, / Simplesmente nos reconheceremos / No primeiro olhar que trocarmos, / De nossas vidas passadas nos lembraremos…” “Esse líquido fumegante que sai do bule / Será o último calor que entre nós haverá, / E depois sofrerei, mesmo que dissimule, / Pelo fim desse amor, que não mais arderá…” “Desde o dia em que nos perdemos, / Nada mais parece fazer sentido, / Depois que um do outro esquecemos, / Minha vida virou um calendário vencido!” “Mas quando acordo, mudo recomeça, / Essa tristeza trunca me esquece, / E se fico vizinho a saudade não cessa, / Nessa angústia caduca que me enlouquece!” “Tua língua se enrosca na minha, / E nossos desejos se tocam, / E a paixão então se avizinha, / Nossos corpos se provocam,” “Eu te enterrei bem no fundo / De minhas lembranças proscritas. / Se algum traço restou, foi bem profundo, / Nessas minhas memórias malditas…” “Não sei o que parei da minha vida, / Agora que rei que não me amas, / Como supurarei essa triste ferida, / Como afagarei essas minhas chamas?” “Why this feeling have to be so hard? / It could be a shared one / Not this passion made to discard / A love destined to be undone”
34 printed pages
Original publication
2019

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