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Marcos Avelino Martins

Os Rios Que Fogem Do Mar

48º LIVRO DO AUTOR DE: 1. OS OCEANOS ENTRE NÓS 2. PÁSSARO APEDREJADO 3. CABRÁLIA 4. NUNCA TE VI, MAS NUNCA TE ESQUECI 5. SOB O OLHAR DE NETUNO 6. O TEMPO QUE SE FOI DE REPENTE 7. MEMÓRIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO 8. ATÉ A ÚLTIMA GOTA DE SANGUE 9. EROTIQUE 10. NÃO ME LEMBREI DE ESQUECER DE VOCÊ 11. ATÉ QUE A ÚLTIMA ESTRELA SE APAGUE 12. EROTIQUE 2 13. A CHUVA QUE A NOITE NÃO VIU 14. A IMENSIDÃO DE SUA AUSÊNCIA 15. SIMÉTRICAS — 200 SONETOS (OU COISA PARECIDA) DE AMOR (OU COISA PARECIDA”) 16. AS VEREDAS ONDE O MEU OLHAR SE PERDEU 17. A MAGIA QUE SE DESFEZ NA NOITE 18. QUAL É O SEGREDO PARA VIVER SEM VOCÊ? 19. OS TRAÇOS DE VOCÊ 20. STRADIVARIUS 21. OS SEGREDOS QUE ESCONDES NO OLHAR 22. ATÉ SECAREM AS ÚLTIMAS LÁGRIMAS 23. EROTIQUE 3 24. OS POEMAS QUE JAMAIS ESCREVI 25. TUA AUSÊNCIA, QUE ME DÓI TANTO 26. OS DRAGÕES QUE NOS SEPARAM 27. O VENTO QUE NA JANELA SOPRAVA 28. EROTIQUE 4 29. A NOITE QUE NÃO TERMINOU NUNCA MAIS 30. AS HORAS QUE FALTAM PARA TE VER 31. OLYMPUS: LIVRO 1 — EROS (1ª PARTE) 32. OLYMPUS: LIVRO 1 — EROS (2ª PARTE) 33. NO AR RAREFEITO DAS MONTANHAS 34. VOCÊ SE FOI, MAS ESTÁ AQUI 35. O AMOR QUE SE FOI E NÃO VOLTOU 36. OS VÉUS DA NOITE 37. OLYMPUS: LIVRO II — ARES, ARTHEMIS, ATHENA, CHRONOS, HADES, MORPHEUS E POSEIDON 38. MADRUGADAS DE SEDUÇÃO 39. O LUAR QUE EM TEUS OLHOS HABITA 40. QUANDO SUA AUSÊNCIA ERA TUDO QUE HAVIA (contos e crônicas) 41. ESSA SAUDADE QUE NÃO QUER IR EMBORA 42. OLYMPUS: LIVRO 1 — EROS (3ª PARTE) 43. UM ÚLTIMO BEIJO EM PARIS 44. OLYMPUS: LIVRO III — APHRODITE, APOLLO, EREBUS, GAIA, HERA E ZEUS 45. DE QUAL SONHO MEU VOCÊ FUGIU? 46. O LABIRINTO NO FIM DO POEMA 47. CADÊ O AMOR QUE ESTAVA AQUI? Alguns trechos: “Seduzem-me as tuas correntes, / Que docemente me tocam / E roçam-se no escuro as nossas mentes, / E trocam-se nossos sedutores olhares, / E tuas risadas gostosas me provocam, / Mas e se eu não voltar de teus mares?” “Beijos podem ser fogosos / Ou furiosos / Podem ser ardentes / Ou frementes” “Escondo-me entre torres de marfim, / Entre as quais camuflo a verdade: / Vivo para sempre aprisionado em mim, / Nas masmorras de minha saudade…” “E, quando nos separamos com pesar, / Pois um novo dia nos impõe novos desafios, / Espero até que chegue a hora de te reencontrar, / Para de novo desbravar os teus oceanos bravios…” “Nesses teus olhos cravejados de astros, / Meu olhar poético passeia, sonhador, / Tentando encontrar os doces rastros / De algum perdido rastilho de amor…” “Saudade é arrumar a roupa / De alguém que nunca mais voltará! / É quando a vida não nos poupa / Dessa dor como outra não há!” “Um dia, teria mesmo de acontecer, / Desde sempre isto estava escrito! / E hoje, mesmo antes de anoitecer, / Li meu destino em seu olhar infinito…” “Devia ser proibido revirar velhos guardados, / Pois algumas coisas não poderiam voltar, / Antigas recordações são tesouros lacrados, / Que não deviam nunca mais nos assombrar!” “Hoje envergo a coisa como ela é: / E vi que iludiste este cobre bardo, / Vendeste-me um espertalhão de filé, / E recebi só frango ao olho pardo!” “Por favor, desista e vá embora, / Esqueça que algum dia me amou, / Prefiro enfrentar a solidão lá fora / Do que aceitar a frieza que nos dominou!” “Levei um grande choque / Quando você chegou / Com um enigma enorme / Como se eu fosse o Sherlock” “Eu disse adeus, e fui para longe, / Tentando esquecer todo o teu encanto, / Triste e solitário como um monge, / Tentando me ausentar dessa tristeza / Que insiste em reviver o passado, / Nessa saudade que me deixou sem defesa, / Enterrando o amor que por ti foi assassinado…” “Quem será você, que de negro se veste / E me persegue, sob a luz do luar, / E que me devora, até que nada mais reste, / Nem mesmo o meu último sonho de amar?” “Por que você não deixa / De sugar todo o meu sangue, / Deixando-me assim exangue, / Murcho como uma ameixa?” “Você ali, tão perto de mim, / Insinuava-me paixão em cada frase, / E eu, que sempre fui tolo assim, / Procurava por aí um amor kamikaze!” “Caçadores andam pelas noites / Atrás de suas presas humanas, / Amantes portam balas e açoites / Debaixo de suas camas profanas!” “E essa nossa paixão de cinema / Acabou se tornando um problema / Talvez por acidente / Ou por um motivo inocente / Não foi você nem fui eu / Simplesmente aconteceu” “Deixa-me despertar tuas feras / Que dormiam há muitas eras / E aliviar para sempre teus medos / Com o doce toque de meus dedos” “Fiz um incrível truque de desaparecer, / E nem o meu celular te responde, / Então nunca mais irás me repreender / Pelas lágrimas que meu olhar esconde!” “O amor tem mesmo algo transcendental, / Quando surge, a vida dá uma guinada, / O sorriso toma o lugar do Sonrisal, / Enquanto se tenta decifrar a charada…” “No mais furioso dos dias / Foi que você chegou, / Cavalgando um raio de sol / Que se escondeu em seu olhar, / E despertou minhas fantasias” “Por que você invadiu meu reduto / E dele nunca mais saiu? / Por que em meu peito gravou / Com sangue o seu nome oculto / Que ninguém jamais ouviu / E que dessa forma me enfeitiçou?” “Só restou a saudade onde havia o amor, / E essa triste ausência de nós / Até que eu morra me assombra, / E talvez também me assombre depois! / Isto é terrivelmente assustador, / E me conduz a um fim atroz, / Num abismo onde fica essa sombra, / Que foi o que sobrou de nós dois!” “Eu te vejo em cada nuvem que passa, / E teu rosto entre as chaminés de fumaça, / Na praia, teu sorriso está entre as brumas, / E o teu corpo nu, entre as espumas…” “Sempre que desço escadas, tropeço e caio, / Já perdi a conta das vezes em que torci o pé, / Levei um coice de um manso cavalo baio, / Tenho tanto azar que até perdi minha fé!” “E aquela lágrima lá continua / Ainda pendente de meu olhar / Iluminada pelo quarto de lua / Que na noite foi o que restou / Uma triste sombra de um luar / Que nunca mais me inspirou” “Quantos sonhos lhe deram adeus / Quantas pessoas queridas partiram? / As lágrimas que caíram dos olhos seus / De quantas tristezas fugiram?” “Ando meio insone / Por sua causa, / E assisto em meu telefone / A dor que sua ausência me causa…” “Sobraram árvores destruídas / Onde antes fora um lar / E folhas murchas espalhadas / Onde antes brilhava o luar / E rosas negras desbotadas / Onde antes um jardim florescia / E poemas que jamais foram escritos / Onde antes reinava a Poesia” “Lembra-te de nossas mãos entrelaçadas, / E de nossos beijos apaixonados, / De nossas infinitas madrugadas / E de nossos corpos fatigados,” “Os meus sonhos pervertem, / E para ti os leva, / Enquanto meus olhos vertem / Esse amor que me subleva / Até o Paraíso onde vives, / Mas do qual não tenho a chave / Para teus muitos aclives / E tua boca suave,” “Havia muito mais em jogo do que somente / Um beijo que de repente acontecera / Entre duas almas perdidas que se encontraram, / Por alguma espécie qualquer de acidente / Que a roda da vida de repente tecera,” “Assassinei você das minhas lembranças / E renovei as minhas parcas esperanças / Com esse crime quase perfeito! / Mas algumas coisas não têm jeito, / Pois às vezes você em mim ressurge, / E contra ficar no limbo se insurge!” “E quando você me toca, / Não me provoca arrepios, / Mas meu olhar se desloca / Para onde correm seus rios!” “Onde / Você se esconde? / E dos trilhos do bonde / A solidão me responde, / E, esperando que a noite me sonde, / A Escuridão comigo se corresponde, / Mas, por muito que a saudade me ronde, / Continuo indo sem rumo não sei aonde, / Enquanto o amor brinca comigo de esconde-esconde…” “Quando foi que caíram as vendas / Que os meus cegos olhos tapavam? / Quando foi que vi as oferendas / Que teus olhares me escancaravam?” “Deixe-me ir sem destino rumo ao infinito, / Para nunca mais ler versos de pé quebrado, / E me elevar, sem soltar um único grito, / Livre das algemas desse corpo alquebrado!” “Procures por mim na esquina, / Ou talvez no posto de gasolina, / Ou quem sabe dando comida aos macacos, / Ou talvez colando alguns cacos, / Em antigas fotos que tiramos juntos, / Antes de nossos beijos virarem defuntos,” “E quando a 4ª feira de cinzas chegar, / Nunca mais farei isto outra vez, / Pois terá chegado o tempo de te amar / No último xeque-mate de nosso jogo de xadrez!” “Como expulsar essa visita indesejada, / Que nem sequer convidamos? / Como extirpar essa sede incrustada, / Que se alastra como se criasse ramos?” “Essa invulgar melodia noturna, / Que retumba em meus ouvidos, / Nessa madrugada taciturna, / Embaralha os meus sentidos.” Onde foi que nossos olhares se desencontraram, / Quando foi que deixaram de se procurar, / Em quais submundos sinistros aportaram, / Quando foi que sem perceber deixamos de nos amar? Sob a lua que espalha raios de lata, / Iluminando peça saudade vinda do nada, / Eu me dezembro da última serenata, / Eu e meu escorpião, na noite enluarada!” “Talvez você pense que isto é pura timidez, / Mas este é apenas um pedaço da equação, / Desespero-me até afinal vê-la outra vez, / Mas isto não me aponta qualquer solução!” “Nós dois somos mesmo fora de sintonia, / E jamais compreenderei o porquê, / Nossas almas não tocam a mesma melodia, / Nunca poderá haver eu e você!” “E, ao final dessas guerras sem vencedor nem vencido, / Tudo o que restará serão pedaços explodidos de mim, / Um livro de histórias mágicas que jamais será lido, / Um inexplicável seriado que nunca chegará ao fim!” “Que fogo é este que me esfola, / Quando ficas de quatro, / E, devagar, tiras a camisola, / Nessa nossa paixão de teatro?” “Desde quando me beijaste, / Com teu toque me enfeitiçaste / E acabei virando esse triste traste, / Mas como te esquecer, se em tudo ficaste?” “E ao começar o verão, em setembro, / Esquecerei seu aniversário, que nunca me lembro, / E ficarei lhe pedindo desculpas, com o rosto rubro, / Até finalmente chegar a primavera em outubro!” “Take out your clothes / Let me touch you for many times / While the night encloses / The two of us in perfect rhymes”
86 printed pages
Original publication
2019

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