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Marcos Avelino Martins

A Noite Que NÃo Terminou Nunca Mais

30º livro do autor dos seguintes livros de poemas, todos eles publicados no Clube de Autores e na Amazon, em versão impressa e digital: 1. OS OCEANOS ENTRE NÓS 2. PÁSSARO APEDREJADO 3. CABRÁLIA 4. NUNCA TE VI, MAS NUNCA TE ESQUECI 5. SOB O OLHAR DE NETUNO 6. O TEMPO QUE SE FOI DE REPENTE 7. MEMÓRIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO 8. ATÉ A ÚLTIMA GOTA DE SANGUE 9. EROTIQUE 10. NÃO ME LEMBREI DE ESQUECER DE VOCÊ 11. ATÉ QUE A ÚLTIMA ESTRELA SE APAGUE 12. EROTIQUE 2 13. A CHUVA QUE A NOITE NÃO VIU 14. A IMENSIDÃO DE SUA AUSÊNCIA 15. SIMÉTRICAS — 200 SONETOS (OU COISA PARECIDA) DE AMOR (OU COISA PARECIDA”) 16. AS VEREDAS ONDE O MEU OLHAR SE PERDEU 17. A MAGIA QUE SE DESFEZ NA NOITE 18. QUAL É O SEGREDO PARA VIVER SEM VOCÊ? 19. OS TRAÇOS DE VOCÊ 20. STRADIVARIUS 21. OS SEGREDOS QUE ESCONDES NO OLHAR 22. ATÉ SECAREM AS ÚLTIMAS LÁGRIMAS 23. EROTIQUE 3 24. OS POEMAS QUE JAMAIS ESQUECI 25. TUA AUSÊNCIA, QUE ME DÓI TANTO 26. OS DRAGÕES QUE NOS SEPARAM Algumas amostras: Depois, nada mais foi como antes, De negro se vestiram as esquinas, Mortalhas se espalharam triunfantes, Carruagens infernais tocaram suas buzinas! Os mortos se levantaram dos túmulos, Vagando como indecifráveis zumbis, Assassinatos chegaram a seus cúmulos, Trucidando milhares de indefesos civis… Mulheres lindas foram trancadas em jaulas, Os rastros de violência se espalharam, A liberdade foi banida das aulas, E os amantes nunca mais se encontraram… Então, viajante do espaço que achou esta crônica, Conte à minha alma se, neste planeta ressuscitado, Já renasceram das cinzas os imensos dragões, E tiranossauros são de novo, de forma irônica, Os reis desse novo reino, egressos do passado, Fazendo a terra tremer, entre ativos vulcões… Nunca mais esquecerei, enquanto viver, Aquelas horas de prazer, poéticas, Duas pessoas que se amam, carentes, Aprendendo como uma à outra preencher, Línguas a se atraírem, magnéticas, Dois corpos se atracando, frementes… Em nossos poéticos noturnos combates, Teus túrgidos seios em meu peito bates, Tentando acalentar os cálidos fogos Que me acendes nesses magnéticos jogos! Teus lépidos sorrisos me esquentam, Em límpidos turbilhões que me orientam, Nesses intrépidos jogos de carne e lábios, Nunca entendidos pelos ríspidos sábios… E foi naquela segunda-beira, tão descuidada, Que nossos desatinos se encontraram, De uma norma desse jeito inusitada, E que nossos calinhos se cruzaram! E agora, que chegamos ao gim de tudo, Meu oração chora e se desespera, E nesse afã, fico prego, surdo e mudo, Depois de passar toda a vida à tua esfera… Talvez o amor te deprima, Ou quem sabe te liberte, Talvez te deixe por cima, Ou o coração te aperte… Talvez o amor te acolha, Enquanto em teus olhos navegue, Talvez te permita fazer uma escolha, Enquanto a vida segue… Perdemos a janela, de uma única hora, Em que se acenderia uma grande paixão, Porque, tolo, não acreditei numa feiticeira, Que a chorar leu meu destino sobre sua mesa… Seu fantasma fica me rondando, Dando risadas na minha frente, Mas não sei até quando Durará esse ectoplasma insistente! Nós dois numa cachoeira Ao sabor das águas, Ou nos amando numa banheira, Afogando as nossas mágoas Por tanto nos evitarmos Durante anos a fio, Fugindo de nos amarmos, Com esse amor dentro de mim, Tornando-me tão sombrio, E não precisava ser assim, Pois deve haver algum jeito De não ficarmos distantes, Desse sentimento perfeito Que curtimos há tantos anos, Ser de uma vez libertado De nós, seus algozes tiranos, Que o temos sempre blindado, Por que você não se contenta Em viver em minhas memórias, De onde nunca se ausenta, E é personagem de minhas histórias? E depois só nos restará a desdita Um pesadelo até o fim dos dias Em uma infelicidade maldita Trazida por outras paixões sombrias Siga-me Por toda parte, Enquanto houver amor! Diga-me, Enquanto Poesia for arte, Que não me esquece o sabor! Liga-me Durante as madrugadas, Para matar a saudade! Abriga-me Em tuas moradas, Por toda a eternidade… Esses teus lindos olhos marejados, Repletos desse amor cristalino, Têm pedaços do céu incrustados, Que lhes dão um brilho divino… A fotografia sua que nunca tirei Será o retrato dessa paixão mal resolvida, E o gosto do beijo que não lhe roubei Será que lembrarei pelo resto da vida? Vives em mim como se fosses um membro, Teu sangue faz parte do ar que respiro, Penso em ti de janeiro a dezembro, E estarás presente em meu último suspiro! Mas tudo não passou de uma centelha, Uma chama que não chegou a queimar, Um sorriso que brotou em tua boca vermelha, E que, por instantes, fez-me sonhar… A magia de teus quadris requebrando Quebra uma lágrima em meu olhar, Por viver te ti me ausentando, Como um barco a fugir do mar… Gravei nosso amor em um DVD, Nossos corpos nus e emaranhados, E, extasiado, o assisto todo dia, Pois como me esquecer de você, E de seus olhos, de amor marejados, Onde guardei a chama da Poesia? Você tem comigo uma dívida, Para que comigo divida Esse amor que é uma dúvida, Da qual até Deus duvida! E ao ler os lindos versos, uma lágrima escorra Pela tua face, que os meus sonhos domina, E nesse instante, um doce frêmito percorra Teu lindo corpo, que meu olhar alucina… Palavras podem mudar o mundo, Depois de percorrê-lo em um segundo, E tocarem fundo em milhões de pessoas, Que acreditam que suas vidas são boas, Mesmo sem nunca terem ajudado ninguém, Vivendo sem sequer terem apoiado alguém, Fechando-se como uma ostra inerme, Pisando nos outros como um paquiderme, Divertindo-se com algum reality show, Mas nenhuma emoção jamais os tocou, Jamais atravessou aquela carapaça Erguida em volta de sua triste carcaça… Contai-me, Senhor do Universo, Algo que me aflige desde cedo: Há mais segredos num verso, Ou mais versos num segredo? E antes que a morte me arrebate, Contai-me a verdade, Senhor: Há mais amor em um combate, Ou mais combates no amor? E em Vossa infinita grandeza, Contai-me por favor a verdade: Há mais saudade na tristeza, Ou mais tristezas na saudade? Derramo em meus versos a paixão que acalento, E deitas em meu colo, escutando, atenta e sorridente, Aqui dentro, nós dois e a Poesia, e lá fora o vento, A celebrar esse amor enorme, que é por ti somente! Deixe-me lhe contar um mistério, Daqueles que a vida nos esconde, Pois quero lhe dizer, muito sério, Tudo o que esqueci não sei onde… Desde que devagar te despiste Bem aqui na minha frente, Sem sequer algum despiste, Tornei-me assim sorridente! Agora que teu corpo nada veste, E que me olhas assim desnuda, Escondo debaixo da cama tua veste, Mas o teu olhar faiscante não muda! Meu sorriso vai até o meio da testa, De tanto que fiquei saliente, Enquanto esse teu olhar me testa, Com esse azul me fitando, ardente! Esse amor contém minhas melhores partes, E é aquilo que ainda me mantém vivo, Quando pela manhã me beijas e partes, Até a próxima vez em que me fizeres cativo! Vivi divertidas aventuras, Vencendo incontáveis vilões, Velhacos, viscosos, avessos, Devassos em vigorosas bravuras, Que vi revelados em diversas visões! Algum dia, essas cinzas se dissiparão, E quase nunca mais me lembrarei de ti, Parecerá ter sido um sonho de verão, Que passou e para sempre esqueci… Seu beijo é pura dinamite, Cura resfriado, artrite, Frieira, hepatite E até sinusite! Ainda que a tristeza nos crave suas lanças, E separados de novo voltarmos a ser, Para sempre cantarei suas lembranças Em minha Poesia, até quando eu morrer… Olho para o espelho e só vejo tristeza, Tudo ao meu redor expressa pavor, De tudo isto só restou uma certeza: O nome desse meu desespero é amor… Não sei porque amo você! Não sei se porque você é linda, Ou porque me ama mais ainda, Na verdade, não sei o porquê… Não sei se pela sua boca ardente, Pelos olhos marejados de amor, Pelo corpo que não se cansa de expor, Ou pelo seu caldeirão fervente! E então, essa espera terá valido a pena, Minha luz terá vencido enfim sua escuridão, E serei eu a me refugiar em sua pele morena, Eu e você, a noite e uma grande paixão… Há no mundo tantas coisas lindas, Aguardando que as encontremos, Mas entre tantas idas e vindas, Entre as tristezas nos perdemos… Nosso amor não passa de um arremedo, Em gotas de paixão que te concedo, Onde achas que existe um segredo, E por causa dele tremes de medo… Pois quando se despe com todo o fascínio, E sobre mim suavemente se deita, Fico vesgo, olhando seu corpo curvilíneo, Do qual a noite inteira fiquei na espreita! Ensaiei te fazer um discurso, Quando estivesse em tua frente, Que pudesse inscrever num concurso De amor insistente! Lá fora, dizem que a felicidade existe, Aqui dentro, é uma palavra apenas, E somente a tristeza me assiste A expiar as minhas trágicas penas… Não quero mais te ver, Nunca mais! Sob pena de outra vez sofrer Por esse amor que foi demais… Quando este último dia se for, De nós, restarão apenas lembranças, Uma mecha de tuas lindas tranças, Doces rastros deixados pelo amor… Velhos álbuns de nossas fotografias, Relíquias amargas de tempos passados, Sulcos no rosto por lágrimas deixados, Máscaras negras de antigas fantasias… Antigas cartas de amor que me escreveste, Inúmeros poemas que para ti escrevi, Muitos dos quais nunca leste, Nossas canções que jamais esqueci… Algumas roupas, no armário guardadas, Que não mais usarei para não se estragarem, Pois de teu perfume estão impregnadas, E não suportarei se teus rastros se apagarem… Olhando para uma foto do século passado, Acendeu-me num clarão um sexto sentido: Era uma mulher que eu tinha amado, Antes mesmo de haver nascido! O amor que se perdeu nunca volta, Exceto em amargas lembranças, Quando a tristeza então se solta, E nos crava no corpo suas lanças! Pois como não viralizar Uma paixão predita por um profeta Como não se eternizar Um amor entre um anjo e um poeta? Dance with me Hold me so tight Let our passion flows free All thru the night Listen to these lyrics By the sounds of mandolins Look me with your eyes of mystics Where my love begins Make love with me Without any warning Love me for all eternity Or until the morning Forget your sorrow And the skies above And our joy will follow Until the end of love
36 printed pages
Original publication
2019

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